domingo, 2 de junho de 2013

Sobre estereótipos, faltas escolares e vagabundagens.

Postado por Mikaela Gonçalves às 15:45

Na vida, a gente sempre se depara com aquele estereótipo de garota meio quieta, meio muda, com histórico e impecável e vida social desmoronando. Eu sempre faltei muito de aula e isso nunca impediu que minha vida social desmoronasse - na verdade, a internet fez isso por mim. - mas eu sempre achei que fosse, ou pelo menos parecesse, mais alegre que a mocinha da primeira carteira que nunca virou para trás nem para dizer um oi para o colega durante o horário de aula. Agora falando, de pessoa para pessoa - se você for uma criatura mística não sinta-se ofendido, te considero uma pessoa como eu, no hate. - faltar de aula é uma sensação dos Deuses não é? Mamães não me processem ainda, eu tenho direito de me explicar.
Eu gosto da escola - cof cof. Não, eu  realmente gosto da essência da escola, porque a escola em si é tem um milhão de erros, mas nem tudo é cem por cento certo... muito menos no nosso país. Quer você curta ou não, a escola é importante na sua formação, no seu aprendizado e mais em outras quinhentas coisas que você pode observar que é citada em toda propaganda política - mesmo muitas vezes não existindo por culpa de algum cara que enfia dinheiro na cueca ou se preocupa mais em impedir o casamento gay do que fornecer uma boa escolaridade para nossas crianças - porém, você já parou para pensar que nós passamos mais tempo sendo obrigados a aprender do que aprendendo? Na escola você aprende, ou não, o teórico. Na vida você aprende todo o resto. É claro que você não vai olhar para o céu e descobrir a fórmula de Bháskara ou a constante de Avogadro, mas você vai descobrir o azul intenso que cobre o planeta e como as nuvens podem adquirir diversas formas. E é por essa e por outras razões bobas - tipo vagabundagem - que faltar de aula entra para a lista de sensações mais gostosas para se sentir em uma vida.
Ainda me pergunto ás vezes, em silêncio, se estou me enganando ou se estou realmente perdendo muito quando me refugio das aulas. Faço as contas - as contas da mente e não as contas das aulas de matemática - e vejo que estou lucrando mais do que qualquer garota ou garoto de ouro da turma. Quer saber porque? Presença não é, e nunca foi, sinônimo de estar presente. E eu descobri que essa frase também se aplica no seu histórico escolar.

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